Quinta, 27 de Fevereiro de 2020
   
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As Luas de Marte

Pastoral

Em 1877, o planeta Marte teve as suas duas luas descobertas pelo astrônomo americano Asaph Hall. Não fosse pelo encorajamento de sua esposa, Angelina, que insistiu que ele continuasse a busca, sua descoberta — que se deu, coincidentemente, no dia seguinte da insistência de sua esposa — não teria ocorrido.

Deimos, (do grego “fugir”, como em uma fuga após a derrota na batalha), semelhante a um asteroide, foi a primeira lua a ser descoberta e orbitava a 23 mil quilômetros de distância de Marte. Apenas seis noites depois, Fobos (do grego “medo”) foi descoberta orbitando a apenas 9 mil quilômetros do planeta vermelho.

Essas características farão com que os futuros colonizadores de Marte — se é que isso será viável para nós — contemplem sua lua de um jeito bem diferente da Terra, pois Fobos percorre Marte em apenas oito horas e, sendo mais rápida que a rotação do planeta, ele pareceria, a um observador, subir no Oeste e se pôr no Leste, com a lua passando por todas as suas fases em poucas horas! A título de comparação, nossa Lua fica a dezenas de vezes mais distante do nosso planeta — cerca de 384 mil quilômetros da Terra.

A proximidade com Marte e o tamanho relativamente pequeno (Fobos tem apenas 22 quilômetros de diâmetro e Deimos, em forma de batata, conta com apenas 12 quilômetros de diâmetro) mantiveram essas luas escondidas no brilho vermelho do planeta vizinho devido ao óxido de ferro de sua superfície.

Em razão das características desses corpos celestes, a teoria mais popular é que ambas as luas pudessem ser oriundas do cinturão de asteroides, “empurradas” de lá por Júpiter e depois capturadas pela gravidade marciana. Todavia, a órbita quase circular de ambas não se harmoniza bem com essa ideia. Ademais, a atmosfera fina de Marte dificilmente forneceria frenagem para instalar os dois asteroides em suas órbitas atuais, sem falar que as luas são menos densas que os objetos presentes no cinturão de asteroides.

Há ainda outros problemas que desafiam a pressuposição de um planeta com bilhões de anos de idade: Deimos está inexoravelmente se afastando de Marte (assim como nossa Lua está se afastando da Terra) e Fobos está destinado a ir na direção contrária, sendo progressivamente atraído para mais perto do planeta a cada século, podendo colidir com Marte dentro de 50 milhões de anos — um intervalo de tempo muito curto quando comparado aos bilhões e bilhões de anos que se atribuem a Marte.

Deimos e Fobos, que estão se afastando em direção opostas com relação a Marte, ilustram um fenômeno espiritual que acontece com a humanidade até a volta do Senhor Jesus Cristo: o caminho dos justos e dos injustos segue, inexoravelmente, em direções opostas e com desfechos completamente diferentes. Qual dos dois é você?

“Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap. 22.11).

Ev. Leandro Boer

 

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