Domingo, 22 de Setembro de 2019
   
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Provérbios 23.29-35

  

Provérbios 23.29-35

“De quem são os ais? De quem as tristezas? E as brigas, de quem são? E os ferimentos desnecessários? De quem são os olhos vermelhos? Dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada. Não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente! No fim, ele morde como serpente e envenena como víbora. Seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas. Você será como quem dorme no meio do mar, como quem se deita no alto das cordas do mastro. E dirá: ‘Espancaram-me, mas eu nada senti! Bateram em mim, mas nem percebi! Quando acordarei para que possa beber mais uma vez?’” (Pv 23.29-35 NVI).

Certa vez, encontrei em Minas Gerais um vizinho caído e desmaiado dentro de um buraco. Ele bebeu tanto que caiu na valeta e bateu a cabeça fortemente no chão. Eu o carreguei até sua casa e coloquei gelo em sua ferida. Tudo que ele conseguia dizer era “ai, ai, ai”. Isso me parece exatamente o que Salomão fala sobre pessoas que abusam do álcool: “De quem são os ais?”. No caso do meu vizinho, todos os “ais” lhe pertenciam. Mas isso não é tudo. Salomão diz que “tristezas”, “brigas”, “ferimentos desnecessários” e “olhos vermelhos” também fazem parte da vida “dos que se demoram bebendo vinho, dos que andam à procura de bebida misturada”. Na verdade, esse problema é tão sério que, dessa vez, Salomão não o resume em um ou dois versículos, mas discursa sobre ele em sete versículos consecutivos.

Nesse esforço para alertar sobre o risco em questão, o escritor orienta claramente dizendo “não se deixe atrair pelo vinho quando está vermelho, quando cintila no copo e escorre suavemente!”. É óbvio que isso mostra o caráter aprazível da bebida. Contudo, a embriaguês advinda do seu uso excessivo não é nada aprazível, pelo que é dito que ela “morde como serpente e envenena como víbora”. Ele faz uma interessante comparação entre os efeitos do álcool e a destruição causada por um veneno. Ainda que a Bíblia não condene o simples consumo de bebidas alcoólicas, a embriaguês é assunto de muitos textos no Antigo e no Novo Testamento. Porém, esse é certamente um dos melhores trechos — se não o melhor — que tratam dos efeitos da bebida.

O primeiro efeito da embriaguês é a perda da sensatez, conforme o dito “seus olhos verão coisas estranhas, e sua mente imaginará coisas distorcidas”. É por isso que vemos bêbados falando tanta bobagem que os torna ridículos e desprezíveis. O segundo efeito é a falta de controle corporal, como se estivesse ao balanço das ondas “no meio do mar”, ou prestes a cair do “alto das cordas do mastro”. O terceiro é a impossibilidade de ver a situação como um quadro geral e claro, pois, apesar de o bêbado poder dizer “espancaram-me” e “bateram em mim”, ele conclui que isso não é algo tão mal, pelo que completa dizendo “eu nada senti” e “nem percebi”. Sem notar quão sérias são as consequências da sua embriaguês, ele só pensa na oportunidade em “que possa beber mais uma vez”. É isso que você chama de aproveitar a vida? É desse tipo de coisa que você se orgulha? Se é, a triste verdade é que você não passa de um tolo com um copo na mão.

Pr. Thomas Tronco

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