Segunda, 23 de Setembro de 2019
   
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Provérbios 20.11

  

Provérbios 20.11

“Até a criança mostra o que é por suas ações; o seu procedimento revelará se ela é pura e justa” (Pv 20.11 NVI). 

Ouvi uma história trágica que tinha algo de irônico. Em uma pequena cidade do interior, um jovenzinho cresceu arrumando todo tipo de confusão. Era briguento, mentiroso e trapaceiro, uma fruta podre, como alguns costumavam chamá-lo. Resistia a todo tipo de ensino e tratamento, sempre pagando o bem com o mal. Um dia, espancou um jovem quase até a morte e foi preso. Então, uma advogada da cidade, ligada a movimentos de direitos civis, partiu em defesa do rapaz, transferindo sua culpa para todos: pais, professores, autoridades e até o prefeito da cidade. Segundo ela, o rapaz era um bom menino que foi oprimido pela sociedade. Por fim, depois de tanto alvoroço, ele foi solto. Dois dias depois, bateu em outro rapaz, dessa vez até a morte. Era o filho mais novo da advogada. O rapaz foi preso novamente, mas ninguém mais apareceu para defendê-lo.

Salomão não apoiaria a ideia de que um jovem não conhece o que é certo ou errado e que não é responsável por seus atos. Na verdade, ele olha para crianças como pessoas responsáveis e, até certo ponto, conscientes dos seus atos, dizendo que “até a criança mostra o que é por suas ações”. É claro que ao usar o termo “até”, ele mostra que a criança tem certas características dos adultos de modo limitado. Porém, de maneira alguma o rei sábio ensina que os pequenos são isentos de responsabilidade por seus atos. Na verdade, seus mesmos atos são quem definem quem a criança é. Para deixar a questão mais clara, ele completa dizendo que “o seu procedimento revelará se ela é pura e justa”. É claro que a pureza e a justiça descritas aqui ainda estão em construção e carecem de investimento e edificação. Mas o caráter, ainda na criança, já tem traços complexos que permanecem ou que são modificados apenas com esforço, tempo e perseverança.

Uma criança pode, dentro das suas limitações, ser vista andando rumo à sabedoria ou à tolice. Mas uma coisa é certa: as pessoas que não as enxergam como de fato são — ou seja, como pessoas que devem ser ensinadas, corrigidas, encorajadas e disciplinadas — certamente são tolas. O menino mostra quem é por meio dos seus atos, mas não quem ele necessariamente tem de ser. É possível ensiná-lo a seguir o caminho correto e resistir ao errado. Na verdade, essa é a hora apropriada de fazê-lo. Essa é a maior prova de amor que os pais podem dar aos filhos, em vez de isentá-los de toda culpa e responsabilidade dos seus maus atos. Por isso, Salomão também ensinou que “quem se nega a castigar seu filho não o ama; quem o ama não hesita em discipliná-lo” (Pv 13.24). O sábio age maneira, ensinando e corrigindo o menino, prestando-lhe, assim, a devida ajuda para que se desenvolva nos caminhos da vida e da sabedoria. Mas o tolo o deixa fazer o que quiser e depois coloca toda a culpa nos outros. Qual dos dois é você?

Pr. Thomas Tronco

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